sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Que seja eterno enquanto dure...

Há quem pense que o que é realmente bom, não pode ser longevo, pois isto costuma deixar as coisas chatas e repetitivas ... Então, para ser eterno não pode durar muito, pode parecer confuso, mas esta é a realidade, o primeiro passo para a eternidade é morrer. Contudo, acredito que o pessoal do CORDEL DO FOGO ENCANTADO, não tinha a pretensão de virar lenda, e por isto acho, com toda parcialidade possível, que eles não deveriam ter acabado suas atividades agora... Afinal, raros são os que conseguem fazer da expressão regional uma atração nacional. Mas, deixando de lado o egoísmo, “cadum cadum” né zé? Fazer o que... Fiquem então com esta composição do “Zé da Luz”, que traduz um pouco do Cordel:

Ai se sêsse

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Assista: http://www.youtube.com/watch?v=ReVVuq0SnlY&feature=player_embedded

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quem é você..


(...) Quem é você, diga logo que eu quero saber (...)

O que é o que é: Ritmos diversos, sentimentos controversos;
O que é o que é: Quem não se agrada da festa, se agrada da sesta;
O que é o que é: Palco de luz, quem não se entrega, seduz;
O que é o que é: Partidas empolgadas, voltas embriagadas;
O que é o que é: Esperanças aumentadas, temporárias, maquiadas;
O que é o que é: Realidades ocultadas, ignoradas, adiadas;
O que é o que é: Motivos fáceis, sensos maleáveis, comportamentos adaptáveis;
O que é o que é: Que ao raiar do dia em uma noite que não terminou, pode ser a frustração de uma folia solitária ou a alegria de um amor que mal começou...

(...) Ééé carnaval, não me diga mais quem é você , deixe a festa acabar, deixe o barco correr, deixe o dia raiar (...)
Giovani Zanon

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cem anos da Vírgula!!!

Em homenagem a este pequeno borrão entre palavras que é tão importante na nossa comunicação, abaixo segue um post sobre o tema do blog do lapate (http://www.lapate.com.br/):



100 anos da vírgula – ABI

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI(Associação Brasileira de Imprensa):

Vírgula pode ser uma pausa… ou não
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A
MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Institucionalização da Maracutaia



Mais uma vez acabou (ou nem começou) em nada . Milhões e milhões de caracteres impressos nos jornais (em vão), horas de transmissão na TV (em vão) na tentativa de evidenciar e trazer a conhecimento público as absurdas e inconcebíveis tramóias de nossos “ilustres” senadores e todas “vossas excelências”(em picaretagem) que nos representam. Todo este esforço jornalístico para que tudo acabasse novamente em uma surreal mesmice. Nada de soluções aos problemas da nação, nada de correções, nada de repreensões, nada de indiciamentos, nada de processos, nada de nada. Assim como "nada" é a melhor expressão da produção positiva da política brasileira... Nada.

Antes, sob a desculpa do ano de campanha, tínhamos um ano de total inoperância, hoje, este “período de campanha” inicia logo após a posse dos eleitos no último pleito e se estende até o próximo. Se somássemos as horas que os políticos produzem em prol do bem da nação o resultado talvez apontasse míseros um ou dois meses em quase duas décadas de retorno da democracia ampla, e ainda assim, dois meses fragilizados por confortáveis “recessos” políticos, férias, afastamentos ou simplesmente ausência injustificada.

Bom, se existe de fato o fator presencial destes ilustres nos seus locais de trabalho, este serve para outra produção, a de MARACUTAIAS! Estas sim demandam reuniões cansativas em qualquer horário, inclusive em casas alugadas para encontros que atravessam as madrugadas e com muitas assessoras para dar o “suporte” necessário aos grupos de trabalho. Também vemos incontáveis “forças-tarefas”, parcerias sólidas e produtivas com a iniciativa privada que produzem $resultado$ de dar inveja a qualquer corporação de alto desempenho. De fato, nunca se trabalhou tanto em Brasília como nestes 20 anos de democracia.

A institucionalização da Maracutaia é latente. Se não fosse, tudo que lemos, ouvimos e provamos a respeito delas nos últimos anos teriam tido desfechos radicalmente diferentes. Desfechos que teriam mudado os rumos da política brasileira, sendo marcos de uma evolução para o terceiro milênio. Mas, infelizmente nem estes desfechos, nem quaisquer outros ocorreram. Falar em institucionalização da corrupção pode soar exagero é claro, mas sinceramente receio que em breve veremos a convocação de uma nova “assembléia constituinte” para formalizá-la na carta magna. E tudo por culpa nossa, no plural, derrota coletiva.

Perda da democracia, censura, continuísmos de governos pseudo-esquerdistas, Chaves, Lula, , FHC, PT, PSDB, TCC, Pão com patê... Nada disso causa mais temor. O Brasileiro atingiu o ápice de sua letargia. Nossa indignação não consegue romper com nada mais que comentários e frases que não atingem nem mesmo quem as emite. “Que pouca-vergonha”, “Que medo”, “Onde vamos parar”... Nada mais deve ser dito. Devemos aceitar nossa resignação por completo comemorando nossa Copa do Mundo de 2014, e continuar acompanhando a produção jornalística da política apenas como entretenimento, ou, para os mais empreendedores, como pesquisa de oportunidades de emprego (famosa teta) e negócios. Voto? Deveria passar a ser vendido SIM, afinal, porque deveria ser de graça se faz parte de um grande negócio?

Mas, é como falei... Nada mais deve ser dito, inclusive por mim, pois eu também me incluo no time dos letárgicos. Aliás, parafraseando um dos poucos políticos do bem que passaram por esta terra: “Que atire a primeira pedra” quem não esteja neste time também.
Giovani Zanon

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feiras e trabalhos de 2009




A culpa é toda do Jim Davis. Se não tivesse ele inventado o Garfield, quem sabe minhas segundas-feiras fossem mais serenas e tranqüilas, ou talvez não estivesse nem aqui escrevendo este texto. Foi influenciado pelas tirinhas do gato gordo, que prestei atenção pela primeira vez no quão sem graça é este dia que deveria se chamar “de-última-feira”,
Os agricultores portugueses medievais se reuniam no adro das igrejas a cada domingo para realizar uma “feirinha” de comércio e escambo. Ai então, como esta era a primeira feira, resolveram dar sequência nas feiras, já que os negócios estavam indo bem, porque não ter a segunda, a terça, a quarta e assim por diante feiras, certo? Não! Errado! Pois é ai que surge a primeira relação entre TRABALHO X SEGUNDA-FEIRA! Já não bastasse o Manoel ter ganhado um bocado depois da missa, passou a mandar o coitado do Joaquim, seu funcionário, todos os dias para lá visando o aumento do faturamento.
A minha sugestão, é um sincero rompimento com o modelo semanal, virando de cabeça para baixo a matemática de contagem do tempo... Oras, se o fim-de-semana é muito curto para o nossa necessidade de descanso, e a semana, muito curta para a “ambição” dos empregadores, nada mais justo que aumentar um dia para cada lado. Sem choro, todo mundo fica feliz, sem que haja necessidade de concessões. Funcionaria assim:
DIAS DA SEMANA: segunda-trabalho (sim trabalho, porque feira como vimos, não é o termo mais adequado), terça-trabalho, quarta-trabalho, quinta-trabalho, sexta-trabalho, sétimo-trabalho.
FIM DE SEMANA: sábado, re-sábado e domingo.
Com isto, nossa semana chata de 7 dias passa a ter 9. E assim talvez, a segunda possa ser mais cativante, mais graciosa e inspiradora... Inclusive até com um despertar matinal das "segunda-trabalho" seguido de uma gostosa espreguiçada e a exclamação: “Puxa! Já não era sem tempo!”. Tudo isto por que os aborrecimentos que temos ao perceber que mais uma semana começou não estariam mais somados aos aborrecimentos de que o fim-de-semana passou rápido, de que a semana passou rápido, e que o mês passou mais ainda, e que o ano.. Puff! Acabou.
Peço que discutam esta sugestão com seriedade, por favor. Assim irei dormir no próximo domingo sonhando com meu ano de 432 dias... Afinal, nada como achar uma forma matemática de desacelerar a velhice.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Amnésia ou cegueira?



Paulo Sant´ana destaca pênalti em Réver
27.10.2009
Amnésia ou cegueira?, questiona o colunista

Em sua coluna nesta terça-feira, na Zero Hora, Paulo Sant´ana destaca a penalidade de Bolivar em Réver, que aconteceu no último Gre-Nal e não foi marcada pelo árbitro Seneme.

Leia na íntegra a coluna de Sant´ana:

Amnésia ou cegueira?

O Fantástico de domingo passado abriu seu noticiário sobre o Gre-Nal com o locutor dizendo: “Se o árbitro tivesse marcado este pênalti do Bolívar sobre o Réver, o resultado do Gre-Nal seria outro”.

E mostrou o pênalti escandaloso do jogador colorado segurando a camiseta do gremista dentro da área do Internacional, derrubando-o.

***

Depois de o Fantástico valorizar o pênalti não marcado como o lance mais importante do Gre-Nal, fui ler os colunistas de Zero Hora no dia seguinte.

O analista de arbitragem da RBS, Chico Garcia, disse no Bate-Bola da TVCOM e escreveu em Zero Hora que “agarrar o adversário pela camiseta nem sempre é pênalti”.

O analista de arbitragem da RBS esqueceu que a regra diz que segurar jogador adversário pelo uniforme fora da área é falta, dentro da área é pênalti.

***

Não desisti e fui ler o Wianey Carlet. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Fui adiante e li o Mário Marcos de Souza. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Aí fui ler o Ruy Carlos Ostermann, página inteira: nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Então passei a ler o Luiz Zini Pires: nenhuma palavra sobre o pênalti.

***

Fui correndo ler o Falcão, olhando a coluna de cima para baixo e nada sobre o pênalti, mas no último tópico da coluna do Falcão havia um subtítulo: “Pênalti”.

Enchi-me de esperança de que o Falcão fosse falar sobre o pênalti de Bolívar em Réver. Qual nada! O Falcão escreveu no último tópico de sua coluna sobre o pênalti acontecido no Maracanã, pasmem, no jogo... Botafogo x Flamengo!

Não era de crer!

***

Sobravam-me dois ases da crônica esportiva de antanho, que foram convidados para escrever ontem sobre o Gre-Nal em ZH: Lasier Martins e Lauro Quadros. Em ambos os espaços, nenhuma palavra sobre o pênalti. Nenhuma palavra. Nenhuma!

E o jogo não foi 8 a 0, foi 1 a 0. É demais!

***

Ou o Fantástico enlouqueceu, ou eu enlouqueci: os coleguinhas não viram o pênalti e, pior, não se referiram ao pênalti.

Que houve? Amnésia? Cegueira? Labirintite? Não pode ser labirintite, sinceramente, porque estou ainda com labirintite, apesar da cirurgia – e lá estava, mesmo assim, em minha coluna um veemente protesto sobre o pênalti.

***

Não sei o que houve, mas sempre tive explicações sobre esse fenômeno, eu e o Fantástico estávamos com a razão, o pênalti foi vergonhoso, capital, escandaloso!

E como é que não viram?

Devem ter visto e em conjunto se esqueceram de registrar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“A arte de viver da fé! Só não se sabe fé em que!”

Na ambiciosa intenção de manter o sonho de um império megalomaníaco, o “Sacro Império Romano” foi fundado na Europa por um Rei Germânico chamado Otão I, que subiu ao trono em 936 e sonhava reviver as glórias do antigo império romano, tal qual fez Carlos Magno pouco menos de dois séculos antes, em 800. Claro que ele fez tudo isto com conquistas e territórios significativamente mais tímidos dos que os das eras douradas dos romanos dos “antes e depois” de cristo. O S.I.R Europeu, produziu santos em um ritmo frenético, exatamente na mesma velocidade que hoje produzimos celebridades, aliás, foram os santos as primeiras “celebridades” da história. (Imaginem uma Santa Britney Spears).
Muitos anos depois, após quase toda Europa ter se adaptado as demandas por novos sistemas de poder (uma vez que os tempos de amarrar cachorro com lingüiça já haviam se findado), eis que um país insistia de forma patética em dizer amém aos desmandos da “Santa Igreja Católica”. Estamos falando de Portugal, que se abraçou a esta idéia falida por pura preguiça de promover as mudanças políticas e sociais que sua terra e povo exigiam. Sendo eles, os portugueses os últimos a abolir as atrocidades da “santa-inquisição”. Por falar em santa inquisição, seria como se hoje tivéssemos a “santa-bomba-atômica”, que possuiria salvo conduto em mandar para o limbo qualquer país, povo ou etnia em nome de “Deus”.
Em épocas de explorações, descobrimentos e grandes navegações, quis o destino que Portugal enviasse Cabral para estas lindas “terris brasílis” e reproduzisse aqui sua teimosia preguiçosa. Nosso país, que poderia muito bem ter sido povoado por Holandeses, Ingleses, ou gente mais culta que havia por aquela época (com a exceção dos espanhóis carolas), poderia ter se tornado um país no mínimo mais produtivo. Esta afirmação se fundamenta na herança religiosa, e não na cultura cegamente extrativista dos portugueses da época colonial.
Nossa produtividade hoje, é limitada frente aos inúmeros feriados religiosos do calendário brasileiro. segunda-feira próxima, dia 12, eis que teremos mais um (não é dia das crianças, mas sim, feriado de Nossa Senhora de Aparecida, para os que não sabem). Empreendedores país a fora, prestadores de serviço, industriários, enfim, toda cadeia que depende dos dias úteis para o sustento, apoiariam uma redução na quantidade de feriados, mas, será que os Joãos, Pedros, Marias, e outras pessoas sem crachás, todas desejosas por mais qualidade de vida e momentos de ócio não apoiariam o contrário?
Paradigmas entre produtividade e ócio a parte, a verdade é que tudo ficará como está. Continuaremos celebrando nossos feriados religiosos com muita fé!!! Só não se sabe fé em que... Se no santo ou no churrasco, se nos milagres ou  na cerveja.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

"As sentenças justificam os meios"

Agora sim!!!! Ninguém me segura!!! Achei uma maneira de garantir meus direitos, caso a minha mulher resolva me descartar... Sim, eu sei e você sabe que ao findar um casamento, não interessa se foram pintar a zebra e acabou a tinta, a mulher sempre sairá ganhando e o homem correndo... (atrás do prejuízo). A justiça no Brasil, prega peças até entre os mais renomados juristas, então, nada mais “Justo” que contar com um dispositivo infalível, uma legítima carta na manga, na hora do “meus bens pra cá, meus bens pra lá”.

Em constante observação frente as rotinas do relacionamento, encontrei uma brecha que garantirá minha sobrevivência “pós cataclismo divorcial”, caso um dia isto venha acontecer, é claro (isto nem passa pela minha cabeça ta meu amorr!!!).


Sendo meu casamento baseado no entendimento de “união estável”, há sim uma jurisprudência que equipara este tipo de união com um casamento civil comum, porém, não define as REGRAS do jogo! Sendo esta a grande diferença entre ser casado no papel passado como-adoraria-minha-avó e apenas registrar em cartório uma declaração de união estável. No primeiro, todas as regras estão definidas, previstas e registradas amplamente no código civíl. Já o segundo é um samba do criolo-doido, onde quem gritar mais alto leva o lote ao bater do martelo. Logo, como sempre fui o que gritou menos nessa relação... Eis que surge a grande idéia de mudar a vara de discussão... Caso o pior venha a acontecer, não irei discutir meus direitos na vara de família, mas sim, na JUSTIÇA TRABALHISTA!!


Vamos aos fatos:


Consigo juntar testemunhas e provas suficientes que, nos últimos onze anos, trabalhei de MOTORISTA PARTICULAR para minha esposa, a conduzindo todos os santos dias no trajeto “casa- trabalho-trabalho-casa”, e também em suas atividades de lazer em geral. Trabalhei de segunda a segunda sem folga, fiz incontáveis horas extras (se somar as horas de espera em frente ao trabalho dela então.. vixxx.. to rico), tenho direito a adicional noturno por todos os deslocamentos realizados a partir das 21hrs, e várias outras coisas que com certeza meu advogado irá encontrar para engrossar a lista da reclamatória. A petição inicial será uma obra-prima da advocacia moderna. Engraçado ou triste, esta é a caricata justiça brasileira... Há espaço e possibilidades para tudo, desde um assassino condenado sair caminhando pela porta da frente do tribunal até condenar a própria esposa em uma causa trabalhista absurda como a ilustrada acima. Cabe tudo dentro dos códigos. A melhor definição é de que a lei é feita de massa de modelar. Dá-se a ela a forma que quiser ou a que se tiver habilidade para moldar.


Nesta escalada de recursos, que culminam no STF (Supremo Tribunal Federal), costumávamos encontrar
neste último recurso uma esfera de seriedade , sendo que o tribunal sempre foi formado por juristas experientes, que além de possuírem vivências consistentes em todas as instâncias anteriores, via de regra, eram intelectuais do direito, reconhecidos por suas significativas contribuições ao meio acadêmico. Mas, até nesta cúpula valorosa, já temos a estrutura ARGILOZA (Não ardilosa) da massa de modelar.. Não há mais como ignorar que inclusive o STF, já está igualado ao restante da máquina jurídica brasileira, que se encontra falida desde os códigos até os tribunais, e todos seus ramos sobre os demais poderes.

Ontem, dia 30 de setembro, Lula (o da Silva), acabou por conseguir a nomeação de sua oitava indicação para a composição do quadro de ministros do STF, e desta vez, trata-se do Sr. José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do Partido dos Trabalhadores, tendo atuado nas campanhas de 98, 2002, e 2006, atualmente condenado em primeira instância pelo estado do Amapá, por ter sido contratado indevidamente ao preço de R$450,000.00 para defender o estado mesmo acumulando o cargo de procurador geral da república (boquinha que não irá mais precisar). Este mesmo cidadão que foi reprovado por duas vezes na primeira fase de concurso para ser magistrado, e que também não acumula nenhum outro título acadêmico senão o de bacharel, é partir de hoje, o oitavo ministro petista no STF. As dúvidas são muitas. Será que este cidadão é capaz de manter a lisura e imparcialidade exigida para o cargo? Seria abusurdo pensar que os 58 senadores que o aprovaram para o cargo em votação secreta, o fizeram por temer que os julgamentos de seus próprios processos futuros caíssem na mão deste cidadão?? Alguma dúvida da fome petista em se entranhar em todas as posições estratégicas do aparelho do estado? Alguma dúvida que estes mesmos 8 ministros, que deveriam zelar pela CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, não hesitarão em rasgar a mesma em favor de quem os colocou ali, nos seus cargos vitalícios? Eu não tenho nenhuma dúvida, nenhuma dúvida de que ..SIM, EU SOU UM MOTORISTA PARTICULAR SEM CARTEIRA ASSINADA A ONZE ANOS.