quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Amnésia ou cegueira?



Paulo Sant´ana destaca pênalti em Réver
27.10.2009
Amnésia ou cegueira?, questiona o colunista

Em sua coluna nesta terça-feira, na Zero Hora, Paulo Sant´ana destaca a penalidade de Bolivar em Réver, que aconteceu no último Gre-Nal e não foi marcada pelo árbitro Seneme.

Leia na íntegra a coluna de Sant´ana:

Amnésia ou cegueira?

O Fantástico de domingo passado abriu seu noticiário sobre o Gre-Nal com o locutor dizendo: “Se o árbitro tivesse marcado este pênalti do Bolívar sobre o Réver, o resultado do Gre-Nal seria outro”.

E mostrou o pênalti escandaloso do jogador colorado segurando a camiseta do gremista dentro da área do Internacional, derrubando-o.

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Depois de o Fantástico valorizar o pênalti não marcado como o lance mais importante do Gre-Nal, fui ler os colunistas de Zero Hora no dia seguinte.

O analista de arbitragem da RBS, Chico Garcia, disse no Bate-Bola da TVCOM e escreveu em Zero Hora que “agarrar o adversário pela camiseta nem sempre é pênalti”.

O analista de arbitragem da RBS esqueceu que a regra diz que segurar jogador adversário pelo uniforme fora da área é falta, dentro da área é pênalti.

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Não desisti e fui ler o Wianey Carlet. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Fui adiante e li o Mário Marcos de Souza. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Aí fui ler o Ruy Carlos Ostermann, página inteira: nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Então passei a ler o Luiz Zini Pires: nenhuma palavra sobre o pênalti.

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Fui correndo ler o Falcão, olhando a coluna de cima para baixo e nada sobre o pênalti, mas no último tópico da coluna do Falcão havia um subtítulo: “Pênalti”.

Enchi-me de esperança de que o Falcão fosse falar sobre o pênalti de Bolívar em Réver. Qual nada! O Falcão escreveu no último tópico de sua coluna sobre o pênalti acontecido no Maracanã, pasmem, no jogo... Botafogo x Flamengo!

Não era de crer!

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Sobravam-me dois ases da crônica esportiva de antanho, que foram convidados para escrever ontem sobre o Gre-Nal em ZH: Lasier Martins e Lauro Quadros. Em ambos os espaços, nenhuma palavra sobre o pênalti. Nenhuma palavra. Nenhuma!

E o jogo não foi 8 a 0, foi 1 a 0. É demais!

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Ou o Fantástico enlouqueceu, ou eu enlouqueci: os coleguinhas não viram o pênalti e, pior, não se referiram ao pênalti.

Que houve? Amnésia? Cegueira? Labirintite? Não pode ser labirintite, sinceramente, porque estou ainda com labirintite, apesar da cirurgia – e lá estava, mesmo assim, em minha coluna um veemente protesto sobre o pênalti.

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Não sei o que houve, mas sempre tive explicações sobre esse fenômeno, eu e o Fantástico estávamos com a razão, o pênalti foi vergonhoso, capital, escandaloso!

E como é que não viram?

Devem ter visto e em conjunto se esqueceram de registrar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“A arte de viver da fé! Só não se sabe fé em que!”

Na ambiciosa intenção de manter o sonho de um império megalomaníaco, o “Sacro Império Romano” foi fundado na Europa por um Rei Germânico chamado Otão I, que subiu ao trono em 936 e sonhava reviver as glórias do antigo império romano, tal qual fez Carlos Magno pouco menos de dois séculos antes, em 800. Claro que ele fez tudo isto com conquistas e territórios significativamente mais tímidos dos que os das eras douradas dos romanos dos “antes e depois” de cristo. O S.I.R Europeu, produziu santos em um ritmo frenético, exatamente na mesma velocidade que hoje produzimos celebridades, aliás, foram os santos as primeiras “celebridades” da história. (Imaginem uma Santa Britney Spears).
Muitos anos depois, após quase toda Europa ter se adaptado as demandas por novos sistemas de poder (uma vez que os tempos de amarrar cachorro com lingüiça já haviam se findado), eis que um país insistia de forma patética em dizer amém aos desmandos da “Santa Igreja Católica”. Estamos falando de Portugal, que se abraçou a esta idéia falida por pura preguiça de promover as mudanças políticas e sociais que sua terra e povo exigiam. Sendo eles, os portugueses os últimos a abolir as atrocidades da “santa-inquisição”. Por falar em santa inquisição, seria como se hoje tivéssemos a “santa-bomba-atômica”, que possuiria salvo conduto em mandar para o limbo qualquer país, povo ou etnia em nome de “Deus”.
Em épocas de explorações, descobrimentos e grandes navegações, quis o destino que Portugal enviasse Cabral para estas lindas “terris brasílis” e reproduzisse aqui sua teimosia preguiçosa. Nosso país, que poderia muito bem ter sido povoado por Holandeses, Ingleses, ou gente mais culta que havia por aquela época (com a exceção dos espanhóis carolas), poderia ter se tornado um país no mínimo mais produtivo. Esta afirmação se fundamenta na herança religiosa, e não na cultura cegamente extrativista dos portugueses da época colonial.
Nossa produtividade hoje, é limitada frente aos inúmeros feriados religiosos do calendário brasileiro. segunda-feira próxima, dia 12, eis que teremos mais um (não é dia das crianças, mas sim, feriado de Nossa Senhora de Aparecida, para os que não sabem). Empreendedores país a fora, prestadores de serviço, industriários, enfim, toda cadeia que depende dos dias úteis para o sustento, apoiariam uma redução na quantidade de feriados, mas, será que os Joãos, Pedros, Marias, e outras pessoas sem crachás, todas desejosas por mais qualidade de vida e momentos de ócio não apoiariam o contrário?
Paradigmas entre produtividade e ócio a parte, a verdade é que tudo ficará como está. Continuaremos celebrando nossos feriados religiosos com muita fé!!! Só não se sabe fé em que... Se no santo ou no churrasco, se nos milagres ou  na cerveja.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

"As sentenças justificam os meios"

Agora sim!!!! Ninguém me segura!!! Achei uma maneira de garantir meus direitos, caso a minha mulher resolva me descartar... Sim, eu sei e você sabe que ao findar um casamento, não interessa se foram pintar a zebra e acabou a tinta, a mulher sempre sairá ganhando e o homem correndo... (atrás do prejuízo). A justiça no Brasil, prega peças até entre os mais renomados juristas, então, nada mais “Justo” que contar com um dispositivo infalível, uma legítima carta na manga, na hora do “meus bens pra cá, meus bens pra lá”.

Em constante observação frente as rotinas do relacionamento, encontrei uma brecha que garantirá minha sobrevivência “pós cataclismo divorcial”, caso um dia isto venha acontecer, é claro (isto nem passa pela minha cabeça ta meu amorr!!!).


Sendo meu casamento baseado no entendimento de “união estável”, há sim uma jurisprudência que equipara este tipo de união com um casamento civil comum, porém, não define as REGRAS do jogo! Sendo esta a grande diferença entre ser casado no papel passado como-adoraria-minha-avó e apenas registrar em cartório uma declaração de união estável. No primeiro, todas as regras estão definidas, previstas e registradas amplamente no código civíl. Já o segundo é um samba do criolo-doido, onde quem gritar mais alto leva o lote ao bater do martelo. Logo, como sempre fui o que gritou menos nessa relação... Eis que surge a grande idéia de mudar a vara de discussão... Caso o pior venha a acontecer, não irei discutir meus direitos na vara de família, mas sim, na JUSTIÇA TRABALHISTA!!


Vamos aos fatos:


Consigo juntar testemunhas e provas suficientes que, nos últimos onze anos, trabalhei de MOTORISTA PARTICULAR para minha esposa, a conduzindo todos os santos dias no trajeto “casa- trabalho-trabalho-casa”, e também em suas atividades de lazer em geral. Trabalhei de segunda a segunda sem folga, fiz incontáveis horas extras (se somar as horas de espera em frente ao trabalho dela então.. vixxx.. to rico), tenho direito a adicional noturno por todos os deslocamentos realizados a partir das 21hrs, e várias outras coisas que com certeza meu advogado irá encontrar para engrossar a lista da reclamatória. A petição inicial será uma obra-prima da advocacia moderna. Engraçado ou triste, esta é a caricata justiça brasileira... Há espaço e possibilidades para tudo, desde um assassino condenado sair caminhando pela porta da frente do tribunal até condenar a própria esposa em uma causa trabalhista absurda como a ilustrada acima. Cabe tudo dentro dos códigos. A melhor definição é de que a lei é feita de massa de modelar. Dá-se a ela a forma que quiser ou a que se tiver habilidade para moldar.


Nesta escalada de recursos, que culminam no STF (Supremo Tribunal Federal), costumávamos encontrar
neste último recurso uma esfera de seriedade , sendo que o tribunal sempre foi formado por juristas experientes, que além de possuírem vivências consistentes em todas as instâncias anteriores, via de regra, eram intelectuais do direito, reconhecidos por suas significativas contribuições ao meio acadêmico. Mas, até nesta cúpula valorosa, já temos a estrutura ARGILOZA (Não ardilosa) da massa de modelar.. Não há mais como ignorar que inclusive o STF, já está igualado ao restante da máquina jurídica brasileira, que se encontra falida desde os códigos até os tribunais, e todos seus ramos sobre os demais poderes.

Ontem, dia 30 de setembro, Lula (o da Silva), acabou por conseguir a nomeação de sua oitava indicação para a composição do quadro de ministros do STF, e desta vez, trata-se do Sr. José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do Partido dos Trabalhadores, tendo atuado nas campanhas de 98, 2002, e 2006, atualmente condenado em primeira instância pelo estado do Amapá, por ter sido contratado indevidamente ao preço de R$450,000.00 para defender o estado mesmo acumulando o cargo de procurador geral da república (boquinha que não irá mais precisar). Este mesmo cidadão que foi reprovado por duas vezes na primeira fase de concurso para ser magistrado, e que também não acumula nenhum outro título acadêmico senão o de bacharel, é partir de hoje, o oitavo ministro petista no STF. As dúvidas são muitas. Será que este cidadão é capaz de manter a lisura e imparcialidade exigida para o cargo? Seria abusurdo pensar que os 58 senadores que o aprovaram para o cargo em votação secreta, o fizeram por temer que os julgamentos de seus próprios processos futuros caíssem na mão deste cidadão?? Alguma dúvida da fome petista em se entranhar em todas as posições estratégicas do aparelho do estado? Alguma dúvida que estes mesmos 8 ministros, que deveriam zelar pela CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, não hesitarão em rasgar a mesma em favor de quem os colocou ali, nos seus cargos vitalícios? Eu não tenho nenhuma dúvida, nenhuma dúvida de que ..SIM, EU SOU UM MOTORISTA PARTICULAR SEM CARTEIRA ASSINADA A ONZE ANOS.