quarta-feira, 6 de maio de 2009

Em busca da festa perdida...

Ai vai uma dica para os que pensam em um dia em fazer estes feitos heróicos do tipo: "dar a volta ao mundo de bicicleta"... "Ir da terra do fogo até o Alaska de costas-jogando-bolinhas-e-pedindo-no-sinal-para-pagar-a-trip".... e outras aventuras de quem procura uma profissão-vagabundo(Me lembrem de uma hora destas falar do inglês burro que acha que fez um "baita negócio" em pegar o dito "melhor emprego do mundo"). Que tal a idéia de rodar o mundo atrás.... DE FESTAS!? Arranje um patrocinador desvairado que não tenha a menor idéia de onde esteja enfiando dinheiro, arrume as malas e o engov. O roteiro da trip? o roteiro é barbada de preparar. Quando for planejar a "Discovery Parties Around the World expedition" visite: http://www.goatrance.de/goabase/parties.php3 e escolha onde será o "bate-cocha".

Festas “trance”, psy, e derivadas, produzem os flyers mais lissérgicos e doidões que tenho visto por ai... A arte do flyer sempre fez parte da cultura subversiva, mas a sofisticação no acabamento de hoje esta os aproximando mais do mundo da arte visual do que da divulgação de rua, sua vocação original. Nada contra.. pelo contrário, até acho que deveriam dar uma utilidade nobre para eles para o dia depois da chalaça... Não esqueça de colecioná-los ao longo da sua trip, para poder ter o que mostrar para aquele patrocinador viajandão que bancou a expedição-rê-bordosa. Ele ficará contente de ver alguma justificativa cultural para aquele dinheiro... É claro! Não esqueça de escrever 0 livro-da-sua-vida depois de tudo isso para poder presentear os amigos (talvez aquela velha professora sua compre, o único exemplar realmente vendido, de tanto orgulho). Afinal, toda profissão-vagabundo requer um livro de aposentadoria....

Abaixo, alguns que selecionei para colocar em alguma parede da minha futura casa sem paredes... Enjoy it!

Free Space Stage - Tranceforming Identities - 5th of May - W


Wageningen / Netherlands Open Air: Tue, 05 May 09, 13:00h - Tue, 05 May 09, 23:30h

Elektrosmock Progressive Special !!!


Bielefeld / Germany Club: Sat, 02 May 09, 23:00h - Sun, 03 May 09, 12:00h

"FDS - MAYA NATION" Part 2


Hamburg / Germany Indoor: Sat, 02 May 09, 22:00h - Sun, 03 May 09, 12:00h

Asarina Open Air

Gdansk / Poland Open Air: Sat, 02 May 09, 22:00h - Sun, 03 May 09, 12:00h

terça-feira, 5 de maio de 2009

Fidalgo orador

Essa é velha... Mas estou postando tudo por aqui para evitar que algumas coisas se extraviem com o tempo....:

...A quem fala aquele pseudo fidalgo no parlatório?? sim.. há quem se contente com platéias surdas, tão mudas quanto um simplório velório. Repense em curtas reflexões, que quase sem conexões, fazem do retalho de idéias dissonantes, um complexo reflexo do longo pensar. E é em um sonolento suspense, com temperamento debochado e decadente que se conclui: de nada adianta filosofar...  

E o que lhe surpreende? Sim, é sempre mais fácil com aquilo que não sai de sua própria mente... mas tente, se não há contentamento, invente! Se livre do imbróglio, atente-se:- Fure seus olhos, e isto o fará melhor enxergar;- Arranque sua língua se preciso for, para aprender a se expressar; - Tape seus ouvidos, por que só assim irá escutar...ai então, irá flertar com sensações das quais nunca se dispôs a pensar... E é para rimar com o ar que respira, que no silêncio ele sai... e segue levando o cão a passear, sendo que quem guia, no fundo, também procura algo para lhe guiar... É comum o dominante não saber dominar, pois guarda tudo sobre a pele.. e ignora que pela alma qualquer criança pode lhe revelar.... ao fidalgo orador, dou a palavra para que comece pelo fim, e admita que em toda sua vida não ousou ousar...

Giovani Zanon;

Quando sim é não e não é sim...

Começo a acreditar, cada vez mais, que os abismos de comunicação, que sempre estiveram presentes na relação homem-mulher, residem nas diferentes traduções que temos para duas simples palavras que são tão importantes para ambos... SIM e NÃO. Nós homens, misturamos tudo sem clareza alguma... “Sins” e “Nãos” fazem trocas promíscuas do seu significado latente com uma velocidade incrível. Mas há quem diga que essa nossa maneira esquizofrênica de transmitir uma intenção, carregue muito mais verdade do que a obscura forma feminina de dizer o que pensa. Nós do gênero masculino, somos sinceros quando dizemos um “sim” ou “não”, o problema é que a construção deste “sim” e “não” é constante e não acaba na emissão da palavra... Hoje queremos dizer “sim” e o fazemos, amanhã iremos dizer “não” para a mesma pergunta e o faremos com igual naturalidade... É meus amigos, nunca ninguém poderá afirmar que a inconstância do saber "o que quer" pode se confundir com falta de sinceridade, pois é na verdade o excesso dela. Podemos ilustrar apenas uma exceção à esta regra, a nossa total incapacidade de dizer “não” a uma mulher quando o assunto é amor, paixão ou sexo... Homens nunca dizem “não”. Preferem se mudar para o Alaska, mudar o número do telefone, sumir a ter de dizer “não” a um flerte ou amor da qual não correspondem... O que faz dos homens um pouco mulheres com esta exceção (e somente esta), pois dizem o não com o silêncio. E é falando delas, das mulheres, que o assunto se resume, pois me sinto apto a afirmar apenas uma coisa... Quando dizem “não” querem dizer “sim”. Quando ficam em silêncio, querem dizer “não”... E se dizem “”sim, é sim um “sim”, mas um “sim” sem verdade suficiente para se manter longe de significar “não”. Por onde anda a velha e eficiente franqueza? Seria Cazuza um poeta ou um visionário ao dizer que mentiras sinceras o interessavam? Digo isto, pois é absurda a quantidade de “verdades inventadas” que temos ao nosso redor... O recurso da mentira como ferramenta social extrapola qualquer transparência. Ele está presente nas relações pessoais, é vista com freqüência nas relações profissionais, aparece com intensidade nos assuntos e doutrinas espirituais e se institucionaliza de forma pétrea na política. Nada mais humano que mentir... Aprendi a ser fiel ao meu sim, quando ele é sim, e fiel ao meu não quando ele é não... Mas nunca esqueço que quem decide o momento de dizer um ou outro sou eu. A influência desta decisão passa pelo que sentimos, por tudo aquilo que acreditamos das coisas que estão escondidas atrás das tais mentiras sinceras. Hoje digo sim motivado por realidades. Por frias, cruas e perecíveis realidades. Não ouvirei os “nãos” que me atacam sustentados por verdades inventadas, pois elas nada valem nos dias de hoje... Verdades combinam com “nãos”, Realidades combinam com “sins”. Aprendamos então a ouvir as intenções que vem da alma, poupemos palavras para tornar o mundo mais real e menos verdadeiro, mesmo com toda a abstração que essa idéia possa sugerir.

Giovani Zanon

2009-1979=29



Nove viradas depois, ainda estamos aqui.. O Bug não veio, o apocalipse não eclodiu, o tele-transporte não saiu do papel, e o novo milênio faliu.
Foi na década primeira, sucessora de dois milênios, que depois de três biênios percebi um nove comum entre idades minhas e a das usuais e conhecidas doze folhinhas... Entre os zeros que nada valem estão os signos que só coincidirão até o derradeiro brinde de meu próximo aniversário.. Sendo este o prenúncio que a partir deste ponto é recomendado ignorá-los.
O anseio de algo aconteceria nos anos dois mil, fez acontecer toneladas de coisas que não foram esperadas mas de igual forma festejadas, e que em verdade não supriram em nada a vontade de viajar até a lua como se a praia fosse... Mas ajudaram a re-descobrir rotinas da vida que já estavam aqui muito antes de pensarem em contar o ano “um”.
O bug não veio, o apocalipse não eclodiu, o tele-transporte não saiu do papel, o novo milênio faliu... Só resta esperar agora pelo ano 3000...
Giovani Zanon