terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feiras e trabalhos de 2009




A culpa é toda do Jim Davis. Se não tivesse ele inventado o Garfield, quem sabe minhas segundas-feiras fossem mais serenas e tranqüilas, ou talvez não estivesse nem aqui escrevendo este texto. Foi influenciado pelas tirinhas do gato gordo, que prestei atenção pela primeira vez no quão sem graça é este dia que deveria se chamar “de-última-feira”,
Os agricultores portugueses medievais se reuniam no adro das igrejas a cada domingo para realizar uma “feirinha” de comércio e escambo. Ai então, como esta era a primeira feira, resolveram dar sequência nas feiras, já que os negócios estavam indo bem, porque não ter a segunda, a terça, a quarta e assim por diante feiras, certo? Não! Errado! Pois é ai que surge a primeira relação entre TRABALHO X SEGUNDA-FEIRA! Já não bastasse o Manoel ter ganhado um bocado depois da missa, passou a mandar o coitado do Joaquim, seu funcionário, todos os dias para lá visando o aumento do faturamento.
A minha sugestão, é um sincero rompimento com o modelo semanal, virando de cabeça para baixo a matemática de contagem do tempo... Oras, se o fim-de-semana é muito curto para o nossa necessidade de descanso, e a semana, muito curta para a “ambição” dos empregadores, nada mais justo que aumentar um dia para cada lado. Sem choro, todo mundo fica feliz, sem que haja necessidade de concessões. Funcionaria assim:
DIAS DA SEMANA: segunda-trabalho (sim trabalho, porque feira como vimos, não é o termo mais adequado), terça-trabalho, quarta-trabalho, quinta-trabalho, sexta-trabalho, sétimo-trabalho.
FIM DE SEMANA: sábado, re-sábado e domingo.
Com isto, nossa semana chata de 7 dias passa a ter 9. E assim talvez, a segunda possa ser mais cativante, mais graciosa e inspiradora... Inclusive até com um despertar matinal das "segunda-trabalho" seguido de uma gostosa espreguiçada e a exclamação: “Puxa! Já não era sem tempo!”. Tudo isto por que os aborrecimentos que temos ao perceber que mais uma semana começou não estariam mais somados aos aborrecimentos de que o fim-de-semana passou rápido, de que a semana passou rápido, e que o mês passou mais ainda, e que o ano.. Puff! Acabou.
Peço que discutam esta sugestão com seriedade, por favor. Assim irei dormir no próximo domingo sonhando com meu ano de 432 dias... Afinal, nada como achar uma forma matemática de desacelerar a velhice.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Amnésia ou cegueira?



Paulo Sant´ana destaca pênalti em Réver
27.10.2009
Amnésia ou cegueira?, questiona o colunista

Em sua coluna nesta terça-feira, na Zero Hora, Paulo Sant´ana destaca a penalidade de Bolivar em Réver, que aconteceu no último Gre-Nal e não foi marcada pelo árbitro Seneme.

Leia na íntegra a coluna de Sant´ana:

Amnésia ou cegueira?

O Fantástico de domingo passado abriu seu noticiário sobre o Gre-Nal com o locutor dizendo: “Se o árbitro tivesse marcado este pênalti do Bolívar sobre o Réver, o resultado do Gre-Nal seria outro”.

E mostrou o pênalti escandaloso do jogador colorado segurando a camiseta do gremista dentro da área do Internacional, derrubando-o.

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Depois de o Fantástico valorizar o pênalti não marcado como o lance mais importante do Gre-Nal, fui ler os colunistas de Zero Hora no dia seguinte.

O analista de arbitragem da RBS, Chico Garcia, disse no Bate-Bola da TVCOM e escreveu em Zero Hora que “agarrar o adversário pela camiseta nem sempre é pênalti”.

O analista de arbitragem da RBS esqueceu que a regra diz que segurar jogador adversário pelo uniforme fora da área é falta, dentro da área é pênalti.

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Não desisti e fui ler o Wianey Carlet. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Fui adiante e li o Mário Marcos de Souza. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Aí fui ler o Ruy Carlos Ostermann, página inteira: nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Então passei a ler o Luiz Zini Pires: nenhuma palavra sobre o pênalti.

***

Fui correndo ler o Falcão, olhando a coluna de cima para baixo e nada sobre o pênalti, mas no último tópico da coluna do Falcão havia um subtítulo: “Pênalti”.

Enchi-me de esperança de que o Falcão fosse falar sobre o pênalti de Bolívar em Réver. Qual nada! O Falcão escreveu no último tópico de sua coluna sobre o pênalti acontecido no Maracanã, pasmem, no jogo... Botafogo x Flamengo!

Não era de crer!

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Sobravam-me dois ases da crônica esportiva de antanho, que foram convidados para escrever ontem sobre o Gre-Nal em ZH: Lasier Martins e Lauro Quadros. Em ambos os espaços, nenhuma palavra sobre o pênalti. Nenhuma palavra. Nenhuma!

E o jogo não foi 8 a 0, foi 1 a 0. É demais!

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Ou o Fantástico enlouqueceu, ou eu enlouqueci: os coleguinhas não viram o pênalti e, pior, não se referiram ao pênalti.

Que houve? Amnésia? Cegueira? Labirintite? Não pode ser labirintite, sinceramente, porque estou ainda com labirintite, apesar da cirurgia – e lá estava, mesmo assim, em minha coluna um veemente protesto sobre o pênalti.

***

Não sei o que houve, mas sempre tive explicações sobre esse fenômeno, eu e o Fantástico estávamos com a razão, o pênalti foi vergonhoso, capital, escandaloso!

E como é que não viram?

Devem ter visto e em conjunto se esqueceram de registrar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“A arte de viver da fé! Só não se sabe fé em que!”

Na ambiciosa intenção de manter o sonho de um império megalomaníaco, o “Sacro Império Romano” foi fundado na Europa por um Rei Germânico chamado Otão I, que subiu ao trono em 936 e sonhava reviver as glórias do antigo império romano, tal qual fez Carlos Magno pouco menos de dois séculos antes, em 800. Claro que ele fez tudo isto com conquistas e territórios significativamente mais tímidos dos que os das eras douradas dos romanos dos “antes e depois” de cristo. O S.I.R Europeu, produziu santos em um ritmo frenético, exatamente na mesma velocidade que hoje produzimos celebridades, aliás, foram os santos as primeiras “celebridades” da história. (Imaginem uma Santa Britney Spears).
Muitos anos depois, após quase toda Europa ter se adaptado as demandas por novos sistemas de poder (uma vez que os tempos de amarrar cachorro com lingüiça já haviam se findado), eis que um país insistia de forma patética em dizer amém aos desmandos da “Santa Igreja Católica”. Estamos falando de Portugal, que se abraçou a esta idéia falida por pura preguiça de promover as mudanças políticas e sociais que sua terra e povo exigiam. Sendo eles, os portugueses os últimos a abolir as atrocidades da “santa-inquisição”. Por falar em santa inquisição, seria como se hoje tivéssemos a “santa-bomba-atômica”, que possuiria salvo conduto em mandar para o limbo qualquer país, povo ou etnia em nome de “Deus”.
Em épocas de explorações, descobrimentos e grandes navegações, quis o destino que Portugal enviasse Cabral para estas lindas “terris brasílis” e reproduzisse aqui sua teimosia preguiçosa. Nosso país, que poderia muito bem ter sido povoado por Holandeses, Ingleses, ou gente mais culta que havia por aquela época (com a exceção dos espanhóis carolas), poderia ter se tornado um país no mínimo mais produtivo. Esta afirmação se fundamenta na herança religiosa, e não na cultura cegamente extrativista dos portugueses da época colonial.
Nossa produtividade hoje, é limitada frente aos inúmeros feriados religiosos do calendário brasileiro. segunda-feira próxima, dia 12, eis que teremos mais um (não é dia das crianças, mas sim, feriado de Nossa Senhora de Aparecida, para os que não sabem). Empreendedores país a fora, prestadores de serviço, industriários, enfim, toda cadeia que depende dos dias úteis para o sustento, apoiariam uma redução na quantidade de feriados, mas, será que os Joãos, Pedros, Marias, e outras pessoas sem crachás, todas desejosas por mais qualidade de vida e momentos de ócio não apoiariam o contrário?
Paradigmas entre produtividade e ócio a parte, a verdade é que tudo ficará como está. Continuaremos celebrando nossos feriados religiosos com muita fé!!! Só não se sabe fé em que... Se no santo ou no churrasco, se nos milagres ou  na cerveja.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

"As sentenças justificam os meios"

Agora sim!!!! Ninguém me segura!!! Achei uma maneira de garantir meus direitos, caso a minha mulher resolva me descartar... Sim, eu sei e você sabe que ao findar um casamento, não interessa se foram pintar a zebra e acabou a tinta, a mulher sempre sairá ganhando e o homem correndo... (atrás do prejuízo). A justiça no Brasil, prega peças até entre os mais renomados juristas, então, nada mais “Justo” que contar com um dispositivo infalível, uma legítima carta na manga, na hora do “meus bens pra cá, meus bens pra lá”.

Em constante observação frente as rotinas do relacionamento, encontrei uma brecha que garantirá minha sobrevivência “pós cataclismo divorcial”, caso um dia isto venha acontecer, é claro (isto nem passa pela minha cabeça ta meu amorr!!!).


Sendo meu casamento baseado no entendimento de “união estável”, há sim uma jurisprudência que equipara este tipo de união com um casamento civil comum, porém, não define as REGRAS do jogo! Sendo esta a grande diferença entre ser casado no papel passado como-adoraria-minha-avó e apenas registrar em cartório uma declaração de união estável. No primeiro, todas as regras estão definidas, previstas e registradas amplamente no código civíl. Já o segundo é um samba do criolo-doido, onde quem gritar mais alto leva o lote ao bater do martelo. Logo, como sempre fui o que gritou menos nessa relação... Eis que surge a grande idéia de mudar a vara de discussão... Caso o pior venha a acontecer, não irei discutir meus direitos na vara de família, mas sim, na JUSTIÇA TRABALHISTA!!


Vamos aos fatos:


Consigo juntar testemunhas e provas suficientes que, nos últimos onze anos, trabalhei de MOTORISTA PARTICULAR para minha esposa, a conduzindo todos os santos dias no trajeto “casa- trabalho-trabalho-casa”, e também em suas atividades de lazer em geral. Trabalhei de segunda a segunda sem folga, fiz incontáveis horas extras (se somar as horas de espera em frente ao trabalho dela então.. vixxx.. to rico), tenho direito a adicional noturno por todos os deslocamentos realizados a partir das 21hrs, e várias outras coisas que com certeza meu advogado irá encontrar para engrossar a lista da reclamatória. A petição inicial será uma obra-prima da advocacia moderna. Engraçado ou triste, esta é a caricata justiça brasileira... Há espaço e possibilidades para tudo, desde um assassino condenado sair caminhando pela porta da frente do tribunal até condenar a própria esposa em uma causa trabalhista absurda como a ilustrada acima. Cabe tudo dentro dos códigos. A melhor definição é de que a lei é feita de massa de modelar. Dá-se a ela a forma que quiser ou a que se tiver habilidade para moldar.


Nesta escalada de recursos, que culminam no STF (Supremo Tribunal Federal), costumávamos encontrar
neste último recurso uma esfera de seriedade , sendo que o tribunal sempre foi formado por juristas experientes, que além de possuírem vivências consistentes em todas as instâncias anteriores, via de regra, eram intelectuais do direito, reconhecidos por suas significativas contribuições ao meio acadêmico. Mas, até nesta cúpula valorosa, já temos a estrutura ARGILOZA (Não ardilosa) da massa de modelar.. Não há mais como ignorar que inclusive o STF, já está igualado ao restante da máquina jurídica brasileira, que se encontra falida desde os códigos até os tribunais, e todos seus ramos sobre os demais poderes.

Ontem, dia 30 de setembro, Lula (o da Silva), acabou por conseguir a nomeação de sua oitava indicação para a composição do quadro de ministros do STF, e desta vez, trata-se do Sr. José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do Partido dos Trabalhadores, tendo atuado nas campanhas de 98, 2002, e 2006, atualmente condenado em primeira instância pelo estado do Amapá, por ter sido contratado indevidamente ao preço de R$450,000.00 para defender o estado mesmo acumulando o cargo de procurador geral da república (boquinha que não irá mais precisar). Este mesmo cidadão que foi reprovado por duas vezes na primeira fase de concurso para ser magistrado, e que também não acumula nenhum outro título acadêmico senão o de bacharel, é partir de hoje, o oitavo ministro petista no STF. As dúvidas são muitas. Será que este cidadão é capaz de manter a lisura e imparcialidade exigida para o cargo? Seria abusurdo pensar que os 58 senadores que o aprovaram para o cargo em votação secreta, o fizeram por temer que os julgamentos de seus próprios processos futuros caíssem na mão deste cidadão?? Alguma dúvida da fome petista em se entranhar em todas as posições estratégicas do aparelho do estado? Alguma dúvida que estes mesmos 8 ministros, que deveriam zelar pela CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, não hesitarão em rasgar a mesma em favor de quem os colocou ali, nos seus cargos vitalícios? Eu não tenho nenhuma dúvida, nenhuma dúvida de que ..SIM, EU SOU UM MOTORISTA PARTICULAR SEM CARTEIRA ASSINADA A ONZE ANOS.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Monólogo do Pensamento...



Monólogo do Pensamento

Será que é possível narrar a tal voz interior ininterruptamente, a ponto de preencher volumes consideráveis de linhas com ideias, entretenimento, interessantismo — e até mesmo devaneios como este, de inventar a palavra anterior apenas para expressar o que passa na cabeça, simplesmente por não querer interromper o vômito de raciocínios desenfreados, que incrivelmente irão acabar com esse ponto de interrogação aqui: “?” (ufa... respire agora).

Possível pode ser; difícil é encontrar lugar para as vírgulas, que não encontram pausa, não encontram espaço vazio na ação de pensar. Pois, mesmo quando achamos que não há pensamento, lá está ele, lhe sugerindo que apenas o fato de achar que não está pensando já define que sim, você está. E, se tentar parar de pensar, estará pensando nos meios de parar — e isso, por si só, já o recolherá a um pensamento. Meditação, alguém me disse, é a própria ausência do pensar. Mas só de pensar que estarei pensando em parar de pensar enquanto medito, estarei em uma absoluta e deliberada atitude pensativa flagrante.

Então, ao contrário de parar, temos mais é que acelerar: exaurir cada pensamento até ele se cansar, dando sequência ao próximo que virá — e, fatidicamente, virá — outro, breve ou intenso, conexo ou desconexo com o anterior. Todos eles nos oportunizam milhões de chances para pensar o impensado. Dar direção e comando aos pensamentos é um tanto quanto difícil. Mas, mesmo com tanta dificuldade, temos incontáveis cérebros que por aqui já passaram e pensaram toda esta parafernália tecnológica, analógica, digital, de ferro ou de concreto, de madeira ou de plástico que temos à disposição — excluindo-se, claro, tudo que já estava aqui antes de nós, por obra da mãe natureza.

Ainda assim, acho que seja possível pensarmos mais — e até melhor — do que eles. Pois, entre todos os pensadores que já passaram, há uma ambiguidade registrada entre culpa e mérito em suas criações, oriunda da relação entre os benefícios e malefícios que elas trouxeram. Claro que isso não é uma sentença absoluta sobre tudo o que se inventa por aí. Existem, sim, muitas criações sem aspectos negativos, fruto da mão humana. Mas, invariavelmente, aquelas consideradas imprescindíveis para o “sistema” cobram faturas altíssimas da humanidade.

Pensemos, então, sobre o que esse histórico frenético de invenções e inventores tem a nos ensinar... Falo daquilo que podemos identificar como a falha comum ao pensamento deles, que permitiu produzir os malefícios que suas ideias nos trouxeram.

Esse produto negativo do pensamento nasce na intenção de quem o gerou. Se você pensa com foco no coletivo, no amplo universo que o rodeia, o fruto do seu pensamento sempre produzirá em direção ao bem comum, ao bem do outro. Do contrário, quando o pensamento está focado, em primeiro plano, no “eu”, o egoísmo ganha embrião: o benefício é pessoal, individual — e o malefício, público e coletivo.

Criticar e estressar seu próprio pensamento a respeito do produto final ajuda a adquirir sabedoria, ao escolher qual dos pensamentos irá alimentar: os bons ou os maus. “Liberte seus pensamentos que eles lhe libertarão.” Essa sentença pode ser correta — desde que não o liberte à custa da liberdade do próximo.

Neste breve ensaio de consequências, naturalmente o homem aprendeu que o bem e o mal são tudo aquilo que se quer ou não se quer para si próprio. Esse pensamento foi muito útil nos últimos milhões de anos como guia rápido da mente para a básica sobrevivência. Mas agora, para os próximos séculos, requer-se mais que isso. A amplitude da percepção do bem e do mal precisa evoluir do instinto de sobrevivência individual para a sobrevivência coletiva.

É preciso tornar consciente — e até inconscientemente natural — que só se sobrevive quando o que é bom e agradável para você também é bom e agradável para vários outros. E que seus temores podem não ser apenas os males que ameaçam o seu quintal, mas também o mal que ronda um outro indivíduo qualquer, a continentes de distância.

Se chegarmos lá, se evoluirmos de fato, se conseguirmos humanizar o termo humanidade, será apenas através do pensar...

Se não pensássemos as ameaças, não precisaríamos pensar em proteção — pelo contrário, pensaríamos apenas nas oportunidades.

Se não pensássemos em vantagem, não temeríamos a desvantagem — ocuparíamos a mente apenas com a justa divisão.

Se não pensássemos só em nós, mas sim pensássemos em todos nós, não precisaríamos pensar que estamos sós — e então, juntos, pensaríamos o amor.

Fiz e reparti este pensamento para que ele não caia no esquecimento — para dar vazão a um pequeno vento que anseio que, em algum momento, vire furacão. Que ganhe força e empurre algum bocado de gente a um pequeno passo em direção à evolução.

Giovani Zanon

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Em busca da festa perdida...

Ai vai uma dica para os que pensam em um dia em fazer estes feitos heróicos do tipo: "dar a volta ao mundo de bicicleta"... "Ir da terra do fogo até o Alaska de costas-jogando-bolinhas-e-pedindo-no-sinal-para-pagar-a-trip".... e outras aventuras de quem procura uma profissão-vagabundo(Me lembrem de uma hora destas falar do inglês burro que acha que fez um "baita negócio" em pegar o dito "melhor emprego do mundo"). Que tal a idéia de rodar o mundo atrás.... DE FESTAS!? Arranje um patrocinador desvairado que não tenha a menor idéia de onde esteja enfiando dinheiro, arrume as malas e o engov. O roteiro da trip? o roteiro é barbada de preparar. Quando for planejar a "Discovery Parties Around the World expedition" visite: http://www.goatrance.de/goabase/parties.php3 e escolha onde será o "bate-cocha".

Festas “trance”, psy, e derivadas, produzem os flyers mais lissérgicos e doidões que tenho visto por ai... A arte do flyer sempre fez parte da cultura subversiva, mas a sofisticação no acabamento de hoje esta os aproximando mais do mundo da arte visual do que da divulgação de rua, sua vocação original. Nada contra.. pelo contrário, até acho que deveriam dar uma utilidade nobre para eles para o dia depois da chalaça... Não esqueça de colecioná-los ao longo da sua trip, para poder ter o que mostrar para aquele patrocinador viajandão que bancou a expedição-rê-bordosa. Ele ficará contente de ver alguma justificativa cultural para aquele dinheiro... É claro! Não esqueça de escrever 0 livro-da-sua-vida depois de tudo isso para poder presentear os amigos (talvez aquela velha professora sua compre, o único exemplar realmente vendido, de tanto orgulho). Afinal, toda profissão-vagabundo requer um livro de aposentadoria....

Abaixo, alguns que selecionei para colocar em alguma parede da minha futura casa sem paredes... Enjoy it!

Free Space Stage - Tranceforming Identities - 5th of May - W


Wageningen / Netherlands Open Air: Tue, 05 May 09, 13:00h - Tue, 05 May 09, 23:30h

Elektrosmock Progressive Special !!!


Bielefeld / Germany Club: Sat, 02 May 09, 23:00h - Sun, 03 May 09, 12:00h

"FDS - MAYA NATION" Part 2


Hamburg / Germany Indoor: Sat, 02 May 09, 22:00h - Sun, 03 May 09, 12:00h

Asarina Open Air

Gdansk / Poland Open Air: Sat, 02 May 09, 22:00h - Sun, 03 May 09, 12:00h

terça-feira, 5 de maio de 2009

Fidalgo orador

Essa é velha... Mas estou postando tudo por aqui para evitar que algumas coisas se extraviem com o tempo....:

...A quem fala aquele pseudo fidalgo no parlatório?? sim.. há quem se contente com platéias surdas, tão mudas quanto um simplório velório. Repense em curtas reflexões, que quase sem conexões, fazem do retalho de idéias dissonantes, um complexo reflexo do longo pensar. E é em um sonolento suspense, com temperamento debochado e decadente que se conclui: de nada adianta filosofar...  

E o que lhe surpreende? Sim, é sempre mais fácil com aquilo que não sai de sua própria mente... mas tente, se não há contentamento, invente! Se livre do imbróglio, atente-se:- Fure seus olhos, e isto o fará melhor enxergar;- Arranque sua língua se preciso for, para aprender a se expressar; - Tape seus ouvidos, por que só assim irá escutar...ai então, irá flertar com sensações das quais nunca se dispôs a pensar... E é para rimar com o ar que respira, que no silêncio ele sai... e segue levando o cão a passear, sendo que quem guia, no fundo, também procura algo para lhe guiar... É comum o dominante não saber dominar, pois guarda tudo sobre a pele.. e ignora que pela alma qualquer criança pode lhe revelar.... ao fidalgo orador, dou a palavra para que comece pelo fim, e admita que em toda sua vida não ousou ousar...

Giovani Zanon;

Quando sim é não e não é sim...

Começo a acreditar, cada vez mais, que os abismos de comunicação, que sempre estiveram presentes na relação homem-mulher, residem nas diferentes traduções que temos para duas simples palavras que são tão importantes para ambos... SIM e NÃO. Nós homens, misturamos tudo sem clareza alguma... “Sins” e “Nãos” fazem trocas promíscuas do seu significado latente com uma velocidade incrível. Mas há quem diga que essa nossa maneira esquizofrênica de transmitir uma intenção, carregue muito mais verdade do que a obscura forma feminina de dizer o que pensa. Nós do gênero masculino, somos sinceros quando dizemos um “sim” ou “não”, o problema é que a construção deste “sim” e “não” é constante e não acaba na emissão da palavra... Hoje queremos dizer “sim” e o fazemos, amanhã iremos dizer “não” para a mesma pergunta e o faremos com igual naturalidade... É meus amigos, nunca ninguém poderá afirmar que a inconstância do saber "o que quer" pode se confundir com falta de sinceridade, pois é na verdade o excesso dela. Podemos ilustrar apenas uma exceção à esta regra, a nossa total incapacidade de dizer “não” a uma mulher quando o assunto é amor, paixão ou sexo... Homens nunca dizem “não”. Preferem se mudar para o Alaska, mudar o número do telefone, sumir a ter de dizer “não” a um flerte ou amor da qual não correspondem... O que faz dos homens um pouco mulheres com esta exceção (e somente esta), pois dizem o não com o silêncio. E é falando delas, das mulheres, que o assunto se resume, pois me sinto apto a afirmar apenas uma coisa... Quando dizem “não” querem dizer “sim”. Quando ficam em silêncio, querem dizer “não”... E se dizem “”sim, é sim um “sim”, mas um “sim” sem verdade suficiente para se manter longe de significar “não”. Por onde anda a velha e eficiente franqueza? Seria Cazuza um poeta ou um visionário ao dizer que mentiras sinceras o interessavam? Digo isto, pois é absurda a quantidade de “verdades inventadas” que temos ao nosso redor... O recurso da mentira como ferramenta social extrapola qualquer transparência. Ele está presente nas relações pessoais, é vista com freqüência nas relações profissionais, aparece com intensidade nos assuntos e doutrinas espirituais e se institucionaliza de forma pétrea na política. Nada mais humano que mentir... Aprendi a ser fiel ao meu sim, quando ele é sim, e fiel ao meu não quando ele é não... Mas nunca esqueço que quem decide o momento de dizer um ou outro sou eu. A influência desta decisão passa pelo que sentimos, por tudo aquilo que acreditamos das coisas que estão escondidas atrás das tais mentiras sinceras. Hoje digo sim motivado por realidades. Por frias, cruas e perecíveis realidades. Não ouvirei os “nãos” que me atacam sustentados por verdades inventadas, pois elas nada valem nos dias de hoje... Verdades combinam com “nãos”, Realidades combinam com “sins”. Aprendamos então a ouvir as intenções que vem da alma, poupemos palavras para tornar o mundo mais real e menos verdadeiro, mesmo com toda a abstração que essa idéia possa sugerir.

Giovani Zanon

2009-1979=29



Nove viradas depois, ainda estamos aqui.. O Bug não veio, o apocalipse não eclodiu, o tele-transporte não saiu do papel, e o novo milênio faliu.
Foi na década primeira, sucessora de dois milênios, que depois de três biênios percebi um nove comum entre idades minhas e a das usuais e conhecidas doze folhinhas... Entre os zeros que nada valem estão os signos que só coincidirão até o derradeiro brinde de meu próximo aniversário.. Sendo este o prenúncio que a partir deste ponto é recomendado ignorá-los.
O anseio de algo aconteceria nos anos dois mil, fez acontecer toneladas de coisas que não foram esperadas mas de igual forma festejadas, e que em verdade não supriram em nada a vontade de viajar até a lua como se a praia fosse... Mas ajudaram a re-descobrir rotinas da vida que já estavam aqui muito antes de pensarem em contar o ano “um”.
O bug não veio, o apocalipse não eclodiu, o tele-transporte não saiu do papel, o novo milênio faliu... Só resta esperar agora pelo ano 3000...
Giovani Zanon